VÍDEOS - RODANDO O MUNDO

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segunda-feira, 29 de abril de 2013

BARILOCHE-ARGENTINA

Seriam mais de 1000 Km até a próxima parada, a cidade de Bariloche, na Argentina.
Saimos de Puerto Tranquilo em uma sexta feira de tempo fechado e por ser o dia da gravação da entrevista semanal a rádio CBN (programa caminhos alternativos), só conseguimos sair no começo da tarde, mas a garantia de que a estrada para a frente estava melhor do que o trecho percorrido para chegar aqui (vindo de Chile Chico), me deixou mais tranquilo e marcamos a cidade de Coyhaique como a primeira parada.

 Foram 317 Km dos quais mais de 250 Km em estrada de terra e rípio.
Coyhaique é uma cidade sem muitos atrativos e turistas por aqui só são vistos de passagem como nós..
Tivemos trabalho para conseguir uma hospedagem com um preço razoável e depois de muito rodar conseguimos uma cabana no centro, que deve ter sido fabricada para anões, pois as portas e o box do banheiro não tinha mais do que 1,70m, mas como era só para dormir....

Na manhã seguinte saimos cedo e logo depois de sairmos da cidade rodamos quase 100 Km e o asfalto acaba recomeçando o rípio ainda na carreteira austral no trecho que atravessa o parque nacional de Queulat.
Seriam mais 350 Km e demos uma paradinha para o banheiro improvisado.
Ao olhar os pneus a surpresinha......o pneu traseiro esquerdo estava vazio.
Voltar os 90 Km até Coyhaique ou seguir mais 105 Km pelo rípio até a próxima vila do outro lado do parque?
Optamos por seguir viagem depois de acionar o compressor (presente do amigo Barata) e verificar que o pneu esvaziava lentamente..........




A parada a cada 10 Km para uma nova carga do compressor no pneu furado, garantia a seguência da viagem.


Inacreditavelmente em pleno sábado já no final da tarde, encontramos uma borracharia aberta que conseguiu resolver nosso problema com o pneu furado.

A partir daí a começaram os trechos de manutenção na estrada, que a cada Km teria uma parada que fazia nosso destino final (Bariloche) ficasse cada vez mais difícil de alcançar.

A fronteira fechava as 20:00h ea depois ainda teriamos mais de 300 Km dentro da Argentina, então, revendo nossos planos, e por total falta de opção, decidimos parar na cidade de Futaleufú, mas faltando menos de 15 Km para a cidade, lá se vai mais um pneu.......só que dessa vez o furo era gigante sem nenhuma chance de poder usar o compressor para ganhar alguns quilômetros e a troca foi na estrada mesmo .
A Dinira usando o Ipad de lanterna e lá vou eu para o chão de terra depois de tirar tudo da caçamba novamente.
Não foi muito fácil, mas já tô pegando o jeito da coisa e em pouco tempo já estvamos andando pelas 4 ruas de Futaleufú atrás de hospedagem.




Orientados por uma policial que fazia uma blitz na praça da cidade, (inacreditável, mas eles faziam uma blitz em uma cidade de 4 ruas sem uma viva alma na rua...), achamos uma pousada muito legal, com uma sala de estar onde em volta da lareira estavam vários turistas de diversos países e onde depois de um banho quente pudemos tomar uma Cusquena gelada.
 Só no dia seguinte consegui consertar o pneu e ver de perto o tamanho do estrago.
Um "prego" de mais de 20 cm rasgou o pneu que apesar do conserto a partir de agora só serve de estepe.
Na verdade o que estava no estepe e também sofreu um pequeno rasgo na rota 40 voltou para uso e alí ficará até quando Deus quiser.


Chegamos a mais uma fronteira também bastante isolada e como sempre os trâmites foram tranquilos. Os agentes ficam muito curiosos com o percurso e com o carro e a liberação foi rápida em ambos os lados.



Como não podia deixar de ser, ainda encaramos 45 Km de rípio antes de voltar ao asfalto e rodar tranquilo.
Nesse trecho o suporte da lâmpada que ilumina a placa traseira quebrou e ficou pendurado. Foi removido e se juntou ao outro que também já havia quebrado, os fios foram devidamente amarrados ao para choques dando uma aparência não muito bonita.

Aqui a estrada estava tão boa que depois de mais de 10500 Km rodados a Dinira resolveu dar uma pilotada.

Fazia bastante frio quando chegamos a Bariloche onde nos hospedamos no hotel Internacional, que só recomendo se o orçamento da sua viagem estiver bem baixo mesmo.
Fica bem no centrinho, onde estão as lojas de presentes e a maioria dos restaurantes, mas apesar da sua localização o resto não procedia muito.
A internet só funcionava, ou deveria funcionar, no andar acima da portaria, mas não funcionava realmente.
Não tinha estacionamento, o que agregou um custo de 70 pesos a diária.
A calefação só era ligada tarde da noite e desligada pela manhã, dando alguns intervalos de frio.
Mas o preço acabou compensando....
Fotos nos pontos principais do centrinho, jantar rápido e cama, pois o dia tinha sido cheio




Na manhã seguinte fomos visitar o cerro catedral, a maior atração da cidade, onde se concentram alguns restaurantes e bares e as pistas de eski.
O lugar parece ser bem legal, mas como a época não era de neve tudo estava fechado.
Comemos no único restaurante aberto no local e deixamos que a Luiza brincasse bastante no parquinho, pois a programação para a cidade não era muito grande.






Voltamos para o centro onde encontramos outra família fazendo parte do nosso roteiro e também com um filho de 3 anos, só que eles acampavam na barraca que levavam presa ao teto do ômega.
Jantamos uma pizza sem vergonha e passamos o resto da noite na pista de patinação no gelo comendo chocolate, sorvete e aproveitando a internet " de grátis".


Na manhã seguinte saimos cedo para Pucón e deixamos para trás a cidade de Bariloche que salvo outro grande engano não verá minha pessoa novamente.

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