VÍDEOS - RODANDO O MUNDO

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sexta-feira, 19 de abril de 2013

PUERTO TRANQUILO - CHILE

Mais uma travessia de fronteira pela frente, pelas minhas contas essa é a sétima (depois vou contar com calma). Roteiro mais que decorado lá vamos nós para a imigração e aduana Argentina, seguimos por mais 4 Km e chegamos ao lado Chileno, onde também já temos de cor e salteado a sequência das formalidades.
Só que dessa vez o oficial da imigração pediu um prova de paternidade da Luiza. Em nenhuma das outras imigrações que passamos nenhum dos policiais nos pediu isso, então, achava eu que só os passaporte eram suficientes para a travessia.
Acontece que no passaporte não tem a filiação, logo teríamos que provar que a Luiza era nossa filha.
O único documento que tinhamos a mão era o RG dela, mas onde? em um carro que mais parecia loja de 1,99 na 25 de março não estava muito fácil de encontrar as coisa. A Dinira tentou e depois lembramos que estava dentro do cofre e o cofre atrás do banco traseiro que tinha milhões de coisas e mais a cadeirinha da Luiza de novo.
Tira tudo outra vez .......já nem lembro mais quantas vezes desmontei isso, peguei o Rg resolvemos o problema da imigração e ai a garota da aduana resolveu que iria checar toda a bagagem.....
Eu perguntei para ela de novo, pois achei que não tivesse entendido direito, mas entendi sim; ela queria que eu passasse todas as malas e caixas pelo raio X.
Coloquei todas as malas em um carrinho e lá fui eu para a primeira viagem até a máquina de raio X, passando uma por uma e quando voltei para a segunda viagem ela desistiu e começou a olhar o carro por dentro.
Uma verdadeira geral, que me fez lembrar das revistas que eu sofria na Colômbia quando fui de moto.

Finalmente chegamos a Chile Chico que fica a 1 Km da fronteira, e lá estávamos procurando por transporte (barco) que nos levasse as Capillas de Marmol no lago Gal. Carrera.
Depois de rodar pelo micro cidade a procura de alguma agência que fizesse o passeio sem resultados, paramos no escritório de turismo da cidade e la´descobrimos que os barcos e as cavernas estava a 165 Km de distância e que pela única estrada que tinha e que contornava o lago, demorariamos ao menos 4 horas.
Pensei ingenuamente que a informação estava errada, mas a medida que avançava a estrada se mostrava terrível, muito ruim mesmo e beirava penhascos que devido ao meu pavor de altura me deixaram de cabelo em pé.
A vista é maravilhosa e amenizou um pouco a péssima condição da estrada.

Chegamos debaixo de chuva em Puerto Tranquilo e logo vimos que o lugar faz jus ao nome.....nenhuma viva alma na rua nem na borracharia na entrada da cidade onde tinha esperança de conseguir consertar o pneu rasgado na rota 40.

Aqui tínhamos um problema: como eu achava que o passeio sairia de Chile Chico, na fronteira, não havia trocado dinheiro e tinha somente cerca de 50 dolares na carteira em pesos chilenos e nesse fim de mundo, dó,lar não vale muita coisa e cartão de crédito eles não sabem nem para que serve. Tinha que pagar hotel, o passeio e o diesel para a volta.
Já meio sem esperança e na quarta hospedagem que batia consegui um cidadão que aceitaria meu cartão, inclusive me dando 100 dólares que foi descontado no cartão junto com a diária.

No final deu tudo certo e nos hospedamos na última cabana de uma vila com 8 unidade que até o final da tarde já estava cheia.

Consegui no final da tarde consertar o pneu (que não serve mais para rodar, somente para emergências como estepe reserva) e parei em uma lojinha atrás de frutas.  Não havia nada de frutas a venda, mas o proprietário me mostrou um saco enorme, daqueles de batata, cheio de maças pequenininhas que ele havia colhido na casa dele e disse que pegasse quantas precisasse, pois não conseguiria comer todas.

Voltei para a cabana com o pneu "consertado" e um saco de maças (de grátis).
Perfeito !!!
O que eu ainda não tinha visto é que ao lado de minha cabana haviam várias macieiras carregadas....


Na manhã seguinte, debaixo de uma fina garoa e muito frio, fomos para o porto para pegar um dos barcos para visitar a atração do lugar, as Capilas de Marmon.

A beira do lago onde fica o vilarejo que estamos, a água põe em prática o velho ditado "água mole e pedra dura tanto bate até que fura" e produz uma linda formação escavadas nas montanhas que beiram o lago.
















Os barcos saem a todo momento, aguardando a lotação mínima de 8 pessoas e custa cerca de R$ 23,00, com duração aproximada de uma hora e meia.

A volta é um pouco difícil, já que se navega contra o vento e o barqueiro não tem muita paciência para ir na velocidade mínima necessária para que não molhe todos no barco, portanto o banho é garantido e de graça, só lembrando que a água do lago vem das geleiras derretidas das montanhas da região, garantindo uma temperatura não muito agradável para um banho e vento.

Lembrando do sacrifício que foi tanto para nós quanto para o carro chegar até aqui, decidimos que não voltaríamos pelo mesmo caminho e seguimos pela carreteira austral  sentido norte.



A volta para a Argentina, para voltarmos a rota 40 (na parte já asfaltada) para Bariloche, será em alguma outra fronteira que até então não sabemos.....................


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