VÍDEOS - RODANDO O MUNDO

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sábado, 13 de abril de 2013

USHUAIA - ARGENTINA

A saída de Punta Tombo foi já no meio da tarde o que impossibilitou tocar até Rio Gallegos, já que seriam mais de 700 Km.
Chegamos já a noite em Comodoro Rivadavia, onde penamos para achar um hotel com preço razoável, já que iriamos dormir e sair no dia seguinte. Acabamos em uma hospedagem de péssima qualidade, mas pela hora que era não dava para procurar mais nada e ficamos lá mesmo.
Como o maldito do cafofo não servia nem água de manhã, conseguimos sair cedo e dormimos a noite seguinte em um hotel de verdade na próxima parada.

A parada escolhida, foi a cidade de Puerto San Julian, e por sorte conseguimos uma hospedaria em frente ao mar e a uma praça com diversos brinquedos para crianças.





A parada que estava prevista só para dormir, foi estendida para dois dias, já que a hospedagem acabou ficando só nossa.
Paramos para perguntar o preço em um hotel em frente ao mar, que custava mais do que imaginava pagar somente para passar a noite. Perguntei a recepcionista se não havia uma opção mais barata e ela me disse que tinha uma hospedagem ao lado (eu havia visto a placa, mas como a experiência em hospadaria não era boa nem parei).  Dinira fez a vistoria e aprovou um dos 6 quartos existentes.
Já alojados a funcionários nos informou que seríamos os únicos hospedes de lá e que a cozinha estaria disponível para nossa utilização, o que nos trouxe de volta o bom e velho atum enlatado.
Com a "casa" toda só para nós, resolvemos ficar mais um dia, dia esse de puro descanso e parquinho para a Luiza (por pouco tempo, pois apesar do sol o frio era intenso).

No dia seguinte rodamos mais 360 Km e chegamos a cidade de Rio Gallegos.  Como chegamos cedo daria para continuar rodando, mas Rio Gallegos era uma parada programada pois daqui seguiremos direto para Ushuaia.

Um frio de matar de manhã que o vento fortíssimo faz parecer mais forte ainda nos deu o bom dia assim que fomos para a rua. Preocupado com a baixa repentina da temperatura resolvi que era hora de colocar um anticongelante no radiado do carro durante o abastecimento.

O nível de água do radiador já estava no máximo e não havia outro jeito para colocar o anticongelante se não tirasse um pouco da água. A conclusão foi simples e rápida, agora a pergunta era:  como?

Domingo de manhã cedo, temperatura baixíssima, quem disse que os 2 frentistas estavam dispostos a me ajudar?
Depois de muito tempo tentando bolar um jeito de tirar a água sem ter que desmontar nada nem soltar qualquer mangueira, resolvi desmontar um borrifados de água que a Dinira tinha levado, coloquei a haste dentro do reservatório, e comecei a bombear, mas o bichinho não estava em condições plenas de uso e foi arremessado ao lixo com força e raiva.

Daí surge Dinira "a salvadora" com seu creme hidratante de sei lá quantos dólares na mão perguntando se servia........ conclusão...fomos salvos pela embalagem de creme hidratante dela; consegui bombear para fora quase um litro que foram completados com o anticongelante e seguimos viagem mais tranquilos.

O tempo perdido no posto faria falta mais para a frente, já que teríamos 600 Km pela frente sendo mais de 150 por terra e 2 fronteiras para atravessar.

Logo chegamos a primeira fronteira, onde de forma bem organizada estavam reunidas as imigrações e aduanas de Argentina e Chile,

o que fez o trâmite se agilizar em muito. Em menos de meia hora já estávamos na estrada de novo já em território Chileno.


Poucos quilometro de um bom asfalto e chegamos a balsa que faz a travessia do estreito de Magalhães,

VÍDEO - ENTRADA NA BALSA NO ESTREITO DE MAGALHÃES






balsa essa bem cara por sinal, foram 250 pesos Argentinos (já que poderia pagar com qualquer uma das duas moedas) o equivalente a R$ 105,00, e no final ninguém nem veio perguntar se eu paguei ou não.....o caixa fica dentro da balsa com cada motorista descendo do carro e indo pagar por conta própria.

Para aqueles que faltaram nessa aula..... Wikipédia....


estreito de Magalhães é uma passagem navegável de aproximadamente 600 km imediatamente ao sul da América do Sul continental. Situa-se entre o continente a norte e aTerra do Fogo e cabo Horn a sul. Este estreito é a maior e mais importante passagem natural entre os oceanos Atlântico e Pacífico.
navegador português Fernão de Magalhães foi o primeiro europeu a navegar pelo estreito em 1520, durante sua viagem de circum-navegação. Como Magalhães entrou no estreito dia1 de novembro, foi chamado inicialmente de estreito de Todos os Santos.
Chile tomou posse do estreito em 23 de março de 1843, e em 1881 o território foi dividido entre a Argentina (província da Terra do Fogo) e o Chile (província da Terra do Fogo).
O estreito ainda é conhecido pela dificuldade de navegação, devido ao clima hostil e à sua pequena largura. Mesmo assim, antes da criação do Canal do Panamá, o estreito de Magalhães era a única passagem utilizada para atravessar do Atlântico ao Pacífico, evitando assim o tempestuoso cabo Horn.
O estreito foi atravessado, entre outros, por Francis Drake e Charles Darwin. Os caçadores de ouro, durante a corrida do ouro na Califórnia, em 1849, também usaram essa rota.



Estavamos oficialmente na Terra do Fogo.


Aí vc vai perguntar:
Porque essa anta tirou a foto do guard rail?
Explico:
Era o único lugar onde o vento não derrubava a máquina.

Mais alguns metros de asfalto e a festa acaba, terra, poeira e pedra para todo lado pelos próximos 150 Km.



A cada caminhão que passava por nós no sentido contrário era uma chuva de pedras no carro; o que me deixou bem preocupado om o vidro dianteiro, mas conseguimos chegar a outra fronteira de saída do Chile.
Poucos metros antes da fronteira paramos na estrada para comer alguma coisa, pois já era bem tarde a fome apertava nos três. O restaurante que paramos parecia aqueles de file, literalmente no meio do nada !!!
Mas a comida estava muito boa posso garantir.....




 Por todo caminho iamos cruzando as "pegadas" das expedições e dos viajantes como nós, inclusive da Baixada santista.


Tudo liberado em poucos minutos e mais 14 Km a Imigração e aduana Argentina. Com a imigração o negócio foi lento mas andou, mas a hora que chegou a aduana para dar entrada no carro para o lado Argentino começou o problema....O cara não conseguia inserir no sistema ( da última vez que fui para a Argentina de carro era manual) a placa do carro.

Na primeira entrada na Argentina ainda em Buenos Aires não tive problema algum....enfim......ai o cara chama outro, que chama outro, que fala com outro....e a fila se formando atrás de mim, como se eu fosse o problema....

Muitos caminhões fazem esse percurso, o que faz com que a aduana fique agitada, e não preciso dizer que os caminhoneiros tem muita pressa.....

Depois de ligarem até para o Papa, resolveram o problema e consegui seguir viagem.

Para os que estão confusos sobre essas fronteiras segue mapa ai embaixo:
Para ir de Rio Gallegos (Argentina) para a Terra do Fogo(também Argentina) temos que atravessar um pedacinho do Chile (em branco).


Na Argentina novamente o resto foi só estrada até chegarmos a Ushuaia !!!!   O FIM DO MUNDO !!!!



Chegamos tarde e bem cansados, mas ainda tinhamos que achar um hotel com o preço que queriamos pagar. Várias tentativas depois e muita negociação optamos pelo Antartica Argentina na Calle Rivadavia, que demonstrou ser o melhor custo benefício entre os que pudemos consultar.

A primeira opção no dia seguinte foi o Parque Nacional da Terra Do Fogo,


e lá visitar a estação do trem do fim do mundo, uma estação reconstruida sobre a linha férrea que era utilizada pelos presidiários de Ushuaia para retirar lenha das florestas próximas a cidade para manter as casas da população da cidade aquecidas.









 Hoje faz um percurso de pouco mais de 3 Km por dentro do parque, mas sem nenhum atrativo diferente a não ser a história.
A estação é muito bem montada com artefatos da época e fotos históricas, uma cafeteria e lojas de lembranças que incluem o uniforme dos presidiários das época.








Lugar maravilhoso, muito bem cuidado e sinalizado, paisagens belíssimas, e alguns animais silvestres. A Dinira demonstrou toda a sua " coragem" para tirar uma foto ao lado de uma raposa.


No dia seguinte partimos para o passeio de barco pela Baia de Ushuaia,










 um tour que passa pelas ilhas dos lobos,










 ilha dos pássaros,









 faz uma parada para uma caminhada em uma outra ilha (que não lembro o nome)










 e finaliza com uma parada no farol do fim do mundo.





 Na volta para o porto passa em frente a umas casas semi destruidas, local onde supostamente Charles Darwin esteve na sua passagem por aqui. (apesar de semi destruidas não me pareceram tão velhas).

Uma pizza a noite e cama para no dia seguinte visitarmos a estação de esqui Cerro Castor.

Na verdade não tinha muita esperança de encontrar neve na estação de esqui como da última vez que estive aqui, mas pelo menos achava que o teleférico estivesse funcionando. Ledo engano !!!
Tudo fechado  e em reforma...reforma não.....parece que estão reconstruindo a base da estação.....não tem nada de pé lá dentro.......passeio perdido, o jeito é voltar para o centro e arrumar tudo para ir embora.
Mas a sensação de estar no fim do mundo é sempre muito boa !!!

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