VÍDEOS - RODANDO O MUNDO

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domingo, 19 de maio de 2013

COPACABANA - BOLÍVIA

Nossa última noite antes de entrar na Bolívia foi em Puno, onde chegamos já no final da tarde vindo de Cusco. Como o hotel já estava reservado anteriormente pela internet, não tivemos muitos problemas para montar acampamento. O estacionamento estava incluso na diária, mas a vaga ficava a 3 quadras do hotel, em uma rua muito estreita e que exigiu uma manobra difícil de demorada, quando fui presenteado com o maior bizinaço que Puno viu nos últimos tempos, lógico que acompanhado com os palavrões nacionais e internacionais.

Saimos pelas ruas de Puno para um giro e como seria nosso último dia no Perú, optamos pelo prato mais tradicional do país, um ceviche. Rodamos por alguns restaurantes e a única opção de ceviche que pudemos encontrar foi de truta, talvez pela distância do mar que encarece muito os outros tipos e peixe, além das várias "fazendas" de truta na região.

Na manhã seguinte para retirar o carro começou a novela, pois o dono do local onde o carro estava queria me cobrar o equivalente a R$ 20,00. Tentei explicar que a diária do estacionamento estava incluida na dia´ria do hotel e que o hotel se responsabilizaria, mas não teve jeito, tive que voltar ao hotel (3 quadras) onde não encontrei o responsável.

Resumo: entre idas e vindas foram 3 tentativas na garagem (3 vezes x 3 quadras x 4000 metros de altitude = quase morte) até que uma funcionária do hotel me acompanhou e assumiu o pagamento.

Foram mais 150 Km até a fronteira, sempre sem informações e placas indicativas, além de uma tradicional parada da aduana peruana.

Na fronteira do lado Peruano não tivemos problemas, mesmo estando fora de horário de atendimento (hora do almoço o senhor responsável pela aduana gentilmente me atendeu e me liberou rapidamente.
Aqui você tem que passar por 3 lugares diferentes, a polícia peruana, a imigração e a aduana; acontece que elas tem horários diferentes de almoço. Dá para entender ???

Já do lado Boliviano as coisas nunca são tão fáceis nem amigáveis, a começar pelas instalações que mais parecem ruinas de tão velhas.



Uma fila gigantesca de turistas estrangeiros anunciava o local onde deveríamos nos registrar.
Uma turista argentina havia perdido seu boleto de saída, o que lhe custaria uma multa de 300 bolivianos. Mas os bolivianos tinham uma solução "plano B" que consistia no pagamento de 200 bolivianos, mas não dariam o comprovante de pagamento, o que poderia causar problemas para ela na entrada no Perú.

Essa negociação, feita como se isso fosse muito normal, durou vários minutos e travou a fila que não parava de aumentar. Para nossa sorte a grande maioria da fila era de saída e consegui chegar na mesa do caboclo responsável para que me desse os formulários que deveriam ser preenchidos.

Feita a imigração passamos para a aduana para fazer a importação temporária do carro, mas do mesmo jeito que no Perú, os dois departamentos tem horários diferentes e tivemos que aguardar a abertura e o atendimento de 2 brasileiros que estavam na nossa frente para serem atendidos, ambos saindo do país.

Na aduana me surpreendi com o bom atendimento do funcionário, mas não fiquei livre da burocracia e tive que sair atrás de um lugar onde pudesse fazer cópias de todos meus documentos para ser anexado no "processo" de importação.

Com todos os documentos em ordem entramos no carro e lá vamos nós.....quer dizer, não fomos, pois por minutos intermináveis não havia ninguém para levantar a cancela e liberar minha passagem.

Liberados do último obstáculo e mais de uma hora depois, já estávamos rodando dentro do território boliviano, mas não muito, pois a menos de 500 metros já havia uma barreira de pedras e fogueira que interditava a estrada.  Era um dos vários protestos que encontramos no pais, que eles chamam de PARO.
Nesse caso eles brigavam por causa da substituição de professores da cidade.  Tentei negociar nossa passagem, mas apesar de alguns concordarem, pelo fato de eu ser um turista estrangeiro, os mais radicais não queriam concordar, até que um senhor me chamou de lado e me indicou um caminho por onde eu poderia contornar o bloqueio.

Agradecido pela informação seguimos pelos 4 Km que separam a fronteira de Copacabana que fica as margens do lago Titicaca, o lago navegável mais alto do mundo, que fica a 3900 metros acima do nível do mar.


A diferença de preços é bem grande e na Bolívia as coisas são muito mais baratas. Conseguimos um hotel de frente para o lago por menos da metade do que estávamos pagando no Perú.
Almoçar por aqui também é uma maravilha, um prato com truta frita, arroz, batata frita e salada custa em média US$ 3,00.





A cidade é bem simples, mas devido a invasão de turistas de todo o mundo, tem uma rede de hotéis e restaurantes bem melhores do que o resto do país. A impressão que se tem é que existem mais turistas do que moradores na cidade.











A principal atração turística da cidade é o lago Titicaca e suas ilhas do Sol e da Lua. Optamos por não visitar as ilhas, pois na minha última visita fiz esse roteiro e me arrependi já no meio do dia, pois você fica o dia inteiro dentro do barco entre as ilhas que na minha visão não tem atrativos para tanto tempo de visita, e a Luiza o dia inteiro dentro de um  barco não seria uma tarefa fácil de administrar.

Fretamos um barco ( R$ 30,00) e fomos conhecer as Islas Flotantes; ilhas feitas originalmente de uma planta chamada totora r que tinha suas folhas trançadas para a confecção de tudo que se possa imaginar, inclusive paredes, telhados e até ilha inteiras para as famílias que não tinham terras e que viviam da pesca no lago. Hoje em dia essas ilhas não existem mais para a moradia dessas pessoas, mas algumas foram refeitas com objetivo de receber os turistas.











Junto a ilha que visitamos havia uma criação de trutas e uma chola ( descendentes indígenas que vestem roupas típicas) prepara uma prato de truta frita na hora.

Não me agradou muito a cena da truta sendo morta para minha refeição, mas........




Um pouco de wikipédia:

"Em Copacabana, está a Igreja de Nossa Senhora de Copacabana, padroeira do país, onde se encontra uma das imagens mais cultuadas da Virgem Maria.
No século XIX, uma réplica local da imagem de Nossa Senhora de Copacabana foi levada por comerciantes espanhóis ao Rio de Janeiro, no Brasil, onde foi criada uma pequena igreja para abrigá-la. A igreja cresceu e acabou por nomear o atual bairro de Copacabana."

A igreja de Nossa Senhora de Copacabana, padroeira da Bolívia, também é um atração a parte com sua decoração toda banhada a ouro e foi construida durante a colonização espanhola no ano de 1550 , e como era de costume dos indígenas fazer as cerimônias ao ar livre, um grande espaço foi criado para as missas externas.
A igreja é muito procurada pelos Peruanos e Bolivianos que vem até a igreja para pedir proteção para seus carros novos e não é difícil de ver carros ornamentados com flores e adereços que são colocados durante a benção do padre e vendidos pelas cholas em barracas improvisadas na porta da igreja.


Se você já se decidiu por visitar a Bolívia (não é uma opção muito comum entre os turistas brasileiros), deve incluir a cidade de Copacabana no seu roteiro e tire alguns dias para ficar por aqui sentado a beira do lago nos bares e restaurantes locais. 

Um comentário:

WBraga disse...

Estive em Copacabana nos dias 05 e 06 de maio e estava acontecendo a Fiesta Del Señor de la cruz de Colquepata, com muita dança, desfiles, pessoas "borrachas" tomando cerveja quente, muito louco! Sem reservas, quase q ficamos sem hotel. Mas a cidade é interessante, recomendo!
E atenção ao ônibus que vai pegar até La Paz, pegamos um q todo mundo estava bêbado, um mal cheiro, som alto, um horror! Pior viagem de ônibus q já fiz.