VÍDEOS - RODANDO O MUNDO

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domingo, 19 de maio de 2013

CUSCO - MACHUPICCHU - PERÚ


A saída de Arequipa deveria ser rápida, mas o maldito programa de GPS que compramos na hora H não funcionava e tivemos que sair da cidade pedindo informações, o que te leva para diversas direções menos para a certa.

Recebemos várias informações erradas inclusive de policiais.

Depois da difícil saída de Arequipa, e o congestionado trânsito na periferia, encaramos uma serra muito ingrime e com milhões de caminhões. A altitude compromete muito o rendimento do motor, transformando as ultrapassagens em uma aventura  de alto risco.
Nas primeiras 2 horas não tínhamos completado nem 60 Km, e isso me assustava, pois a perspectiva de pegar a estrada a noite era grande.
Placas de sinalização é uma coisa que eles não conhecem e as informações em km também não existem, são sempre em horas e cada um tem uma percepção de tempo de viagem. No caminho chegamos a perguntar várias vezes e as informações do mesmo ponto variavam de 3 a 8 horas até Cusco.
As  várias paradas policiais eram também outro grande obstáculo para conseguirmos uma boa média.  Há muitas barreiras policiais no interior, principalmente anti drogas, mas não tivemos problemas com nenhuma delas, sempre olhavam os documentos e nos liberavam, acontece que vai se formando uma fila de carros e caso um lá na frente tenha alguma coisa suspeita, a fila não anda pó muito tempo, atrasando bastante o reinicio da viagem.





Resumo da ópera, anoiteceu e ainda faltavam mais de 100 Km para Cusco, o que preocupava bastante, pois quando haviam mini cidades ou vilarejos para atravessar a preocupação eram os pedestres e fora delas eram os animais, cachorros, vacas, mulas, alpacas.....
Fora as paradas obrigatórias, 2 pedágios, 3 paradas policiais e abastecimento, só paramos duas vezes para o banheiro (a beira da estrada mesmo).
Chegamos em Cusco em meio a uma gigantesca festa religiosa em plena praça de armas, onde ficava nosso Hotel o que nos fez rodar muito e só conseguir estacionar o carro 4 quadras acima do hotel.
Descemos primeiro com a Luiza e algumas malas e depois fui buscar o resto. Para descer foi tudo bem, mas para voltar ao carro, a altitude cobrou e o ar acabou antes mesmo da primeira quadra.
Durante o percurso para chegar a Cusco, já havia sentido uma leve falta de ar nos pontos onde a estrada chega a atingir 4500 metros de altitude.

A escolha do hotel, como sempre, levou muito em consideração o preço, mas fizemos questão de ficar perto da praça de armas, onde tudo acontece para os turistas. O hotel fica em uma antiga residência com um pátio a céu aberto, onde é servido o café da manhã e onde fica também a recepção; não é muito novo e as instalações não são nada modernas, mas a cama é boa e quente.

Acordamos cedo e após o café da manhã gravamos a entrevista para o programa “Caminhos Alternativos” da CBN, sempre por telefone e a tarde sai em busca de um concessionária Nissan para a troca das pastilhas de freio, que foram muito usadas nos vários quilômetros de serra que pegamos até agora.
Educação e competência são duas coisas que os funcionários não conhecem na concessionária Nissan de Cusco. Na oficina o único com quem consegui falar foi o segurança que não soube dizer com quem eu devia falar e me mandou para a loja (vendas) que me mandou de volta para a oficina, onde me disseram que estavam fechando para o almoço e que eu deveria voltar depois.
Corri para a seção de peças para tentar comprar o filtro de ar,  e apesar do preço absurso de quase R$ 200,00, ninguém conseguia confirmar se a peça era a mesma que eu queria e como não me deixavam ver o filtro para saber se era o que eu precisava......... resultado: não consegui comprar, pois a concessionária não aceitava cartão de crédito, nem de débito nem dólar e eu não tinha o total em soles (moeda local). Até entendo que se deve pagar em moeda local, mas uma concessionária de uma das maiores montadoras do mundo não aceitar cartão de crédito é inaceitável.

Depois da maratona da concessionária, onde não consegui resolver nada, fui tentar comprar a passagem de trem para Machuppichu na estação de trem da cidade. Depois da caminhada até lá, fui informado que as vendas eram feitas em uma rua próxima a Plaza de Armas, que por coincidência ficava na porta do hotel onde estávamos.
Os preços para o trem são absurdos (variam de US$ 60,00 a US$ 150,00) e os trens saem de uma localidade a cerca de 100 Km daqui. Fora isso tem a entrada nas ruínas de Machupicchu que custa 128 soles por pessoa ( R$ 104,00 ),  e ainda tem mais 20 dólares do ônibus que te leva da estação de trem de Àguas Calientes até o topo da montanha onde fica Machupicchu.

Quanto ao trem, reserve com antecedêcia, pois os horários com os melhores preços desaparecem rapidinho do painel de ofertas da empresa.
Caro demais !!!
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Diversas classes estão disponíveis, pesquise qual a melhor opção para o seu tempo e bolso.


Para comer alguma coisa em Àguas Calientes, além dos preços bem mais altos do que o normal, prepare-se para um taxa de 20% sobre a conta.
A técnica aqui é esfolar o turista até o último centavo possível ao contrário de outros lugares que tentam fazer com que o turista volte outras vezes.










Machupicchu continua mágica e atrai milhares de turistas todos os dias, e a cidade estava lotada.
























Filas intermináveis de turistas de diversos países se formavam em cada ponto interessante para uma foto.
Na minha primeira visita a cidade (1987) eu e mais quatro felizardos chegamos a Maccupicchu pela trilha inca já no final da tarde e como a visitação na época se encerrava as 3 horas da tarde, tivemos toda Machupicchu só para nós até o anoitecer.

       2003       1987           2013
Visitamos as ruínas da cidade com um pouco de pressa, já que as nuvens negras  anunciavam chuva, mas não deixamos de ver nenhum cantinho.
Espalhados pelas ruínas estão muitos espaços bloqueados e fechados para visitação com uma placa que anuncia “zona de restauração”; mas o triste é constatar que estas placas estavam no mesmo lugar na minha última visita e que há muitos outros pontos fechados a visitação.
O que se pode constatar é que não está sendo feita uma restauração e manutenção adequadas para a manutenção do lugar, e sempre que alguma parede ameaça cair o lugar é interditado diminuindo a área disponível para visitação.
A subida até o portal do sol leva em torno de 1 hora, mas não arriscamos tentar, pois precisávamos guardar energia para carregar a Luiza em alguns pontos mais cansativos para ela, que apesar do esforço físico e da altitude, aguentou bem.
A subida e a descida à Machupicchu também é uma viagem a parte e leva cerca de 30 minutos em uma estradinha mal conservada onde circulam mais de 30 micro ônibus subindo e descendo com os turistas. Onde cabe somente um carro eles tentam enfiar dois e durante o percurso várias e várias vezes os ônibus se encontram em pontos onde fica impossível passar fazendo com que um deles tenha que voltar de ré até um ponto possível de passagem.

Como Machupicchu fica no topo de uma montanha e o trem só chega no pé dela, há uma estrada que liga os dois pontos e como a subida não pode ser em linha reta, um zigue zague montanha acima foi desenhado para que os ônibus pudessem levar as pessoas até a entrada das ruínas, e é nessa estrada que a bagunça acontece.
Voltamos já no começo da noite para a estação  de Ollantaytamo,


onde deixamos o carro estacionado e onde há uma ruína muito bem conservada para visitação.

VÍDEO - CHEGADA A OLLANTAYTAMBO

 Ainda teríamos que encarar os 90 Km que separam a estação de  Cusco, onde estamos hospedados, mas como a estrada apesar de bem conservada atravessa vários vilarejos, não conseguimos chegam em Cusco a tempo, nem em condições físicas para jantar.

Apesar dos altos preços a visita a Machipicchu é altamente recomendada, e se você tiver tempo, condição física boa e mais um pouco de dinheiro recomendo fazer pela trilha, uma caminhada de 4 dias pela cordilheira e que é oferecida por diversas operadoras em Cusco. Na minha última viagem fui pela operadora Flamingo, que fica na Plaza de Armas e que segundo informações continua sendo uma boa opção.  Tire também alguns dias para não fazer nada em Cusco, só ficar perambulando pela Plaza de Armas e conhecendo os bares e restaurantes da região.

Um comentário:

Alexandre Cavalli disse...

Parabéns! Linda família, lindas viagens, ótimas dicas, obrigado pelo aprendizado.
Abraço,
Alexandre, POA, RS