VÍDEOS - RODANDO O MUNDO

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sábado, 10 de maio de 2014

MORRO DE SÃO PAULO - BAHIA - BRASIL



MORRO DE SÃO PAULO 
BAHIA - BRASIL


        Localizada na ilha de Tinharé no município de Cairú, Morro de São Paulo passou de destino de mochileiros e hippies na década de 70 para um dos destinos mais procurados na Costa do Dendê.

        Morro tem acesso difícil, para os padrões das praias mais conhecidas dos turistas em geral, e só pode ser acessada por avião ou barco via Salvador. A proibição da circulação de carros dá um charme a mais para o lugar.

       AVIÃO: Através do aeroporto de Salvador, de onde saem mono e bi motores com destino a ilha. Hoje                     a  AXÈ táxi aéreo é a empresa que faz esse percurso com destino a terceira praia.
                   São 25 minutos de viagem a um custo de R$ 335,00 (US$ 135,00).
                   Como os aviões são pequenos e as saídas restritas, é aconselhável a reserva para evitar                                surpresas.

       CATAMARÃ: No terminal marítimo do Mercado Modelo, saem os barcos de todas as empresas que                                fazem essa travessia. A sugestão é a empresa BIOTUR que tem os catamarãs.
                               A travessia custa R$ 75,00 (US$ 31,00) por pessoa e demora cerca de duas horas.
                               Os barcos são grandes, mas a reserva é sempre aconselhável. Confira os horários que                                  mais lhe convém no site da empresa www.biotur.com.br.
   
        MARÍTIMO-TERRESTRE: A outra opção seria atravessar até a Ilha de Itaparica, seguir de ônibus                                                          até Valença e de lá tomar uma lancha rápida até Morro.  Essa não é a                                                          opção mais rápida nem a mais econômica, mas é sempre a alternativa                                                          para quem não tem o dinheiro para o avião nem estômago para encarar                                                        as duas horas de mar no catamarã.
                           

                   
                   
     A chegada, via marítima, é no pier próximo ao forte.
     Não se impressione com a bagunça organizada do mundo de gente e barcos que se aglomeram por alí, pois quase todas as pessoas e mercadorias são desembarcadas nesse ponto.
     Um mar de carregadores e "guias turísticos" vai se apresentar assim que você colocar o primeiro pé para fora do barco. Todos usam um uniforme com o nome estampado no peito e a menos que você tenha uma mochila confortável e sua hospedagem fique perto da Vila, a opção de um carregador não deve ser descartada.
     O valor gira em torno de R$ 10,00 por mala, mas pode variar muito de acordo com o destino e a cara do turista. A pechincha e a negociação tem que ser aplicadas.
     Para entrar na ilha o turista, independente de quantos dias irá ficar, deverá pagar uma taxa de conservação de R$ 15,00 (US$ 6,00).

     As opções de hospedagem são inimagináveis e a qualquer época do ano é possível desembarcar por lá sem uma reserva.

     Morro de São Paulo é formada basicamente pela Vila ou Centro, pelas 4 praias que levam os nome de 1,2,3 e 4 respectivamente e pela praia do encanto (quinta praia), além da Gamboa.

     No centro se concentram as lojas de presentes, roupas, restaurantes, pousadas e todo comércio em geral. A noite sempre começa por aqui, nos restaurantes e na praça onde se pode ouvir música ao vivo quase todas as noites, sempre protagonizada pelos moradores e turistas.






     A primeira praia concentra várias pousadas e é a mais tranquila.
   

     Na segunda praia é que a badalação acontece e a movimentação é intensa durante todo o dia e noite.










    As coisas vão acalmando conforme você se afasta pela praia 3 em direção a praia 4.

    O local onde você vai se hospedar não influenciará muito sua mobilidade, já que tudo em Morro fica muito próximo e o giro pelo centro antes de descer para a badalada praia 2, é obrigatório.

    Nesta viagem ficamos hospedados na praia 1, na pousada aroeira (R$ 210,00 - US$ 89,00 suite para casal com varanda e vista para o mar), mas as opções são diversas e de todos os preços.

   Uma das maiores atrações do lugar é a tirolesa que sai de cima do morro do farol com destino a praia 1, descendo dentro da água. (R$ 35,00 - US$ 15,00 por salto). São 350 metros de descida, partindo de um ponto a 60 metros de altura.





     Outro passeio muito procurado é a volta as ilhas de barco (R$ 100,00 - US$43,00) que leva a Praia do Encanto até às Piscinas de Garapuá e seguindo para as piscinas de Moreré, onde recifes de corais formam piscinas naturais de águas cristalinas e tranqüilas no meio do mar onde mergulhar com snorkel permite observar uma grande variedade de peixe e corais.



Piscinas Naturais: 
As praias de águas cristalinas , areia branca e cercadas por um imenso  coqueiral estão cercadas por grandes barreiras de recifes. Quando a maré está baixa se formam piscinas naturais pelos arredores dos arrecifes. Estas piscinas são os locais ideais para banhistas de qualquer idade. Além de poder ver os peixes que ali ficam também é um lugar maravilhoso para banhar crianças pequenas e bebês. Uma ótima dica para relaxar nas belas paisagens das praias de Morro de São Paulo. Uma destas praias que possui belas piscinas naturais é a Quarta Praia.
(http://www.morrodesaopaulobahiabrasil.com)






quarta-feira, 30 de abril de 2014

BRASIL - ESTADOS UNIDOS DE MOTO - 20 ANOS



Em 30 de abril de 1994, eu partia para minha maior aventura até então. Saindo de São Paulo, sozinho e a bordo de uma motocicleta Yamaha XT 600 TÈNÈRÈ, segui rumo aos Estados Unidos.

Mesmo sem muita certeza de conseguir meu objetivo, me preparei para seguir até onde conseguisse.

Vale lembrar que em 1994 não existia internet,celular, GPS e todas as outras facilidades que hoje tornam uma aventura desse porte um pouco menos desafiadora.

O objetivo inicial era apenas chegar aos Estados Unidos, mas como 1994 era ano de copa do mundo e ela seria realizada por lá, eu tinha mais um incentivo.

Sem a internet, ficava muito difícil ter informações a respeito de roteiros, documentação necessária e todas as outras dicas que facilitariam meu desafio.

Foram muitos meses tentando levantar custos e roteiro, sem muito sucesso, mas uma pequena desavença no trabalho deu o impulso que faltava a minha idéia de cair pelo mundo em uma motocicleta.

A única coisa que ainda me segurava era a falta do visto americano, mas após meu pequeno problema no trabalho, amanheci na segunda feira no consulado onde fui agraciado com a autorização para entrar no país.

Com a autorização de entrada em mãos, segui direto para o escritório, onde pedi minha demissão e comecei a maratona dos vistos dos países que eu iria passar. Consegui alguns e outros resolvi tirar durante o caminho.

Comprei algumas peças sobressalentes, um mapa, fiz algumas modificações na moto e na sexta feira da mesma semana pela manhã já estava na estrada rumo a UBerlândia-MG, minha primeira parada.
Toda a burocracia da minha demissão foi feita pelo meu irmão Ronaldo pois naquela época ainda guardávamos alguma semelhança (favor esse que foi devidamente retribuido anos depois quando ele foi morar nos Estados Unidos).




A saída de casa foi tranquila e logo estava sozinho na estrada sem a mínima idéia da aventura que acabara de começar.



REPORTAGEM TV RECORD - SAÍDA DE SÃO PAULO - clique aqui


Um das grandes dificuldades que imaginava encontrar, era a travessia entre Porto Velho - RO e Manaus - AM.  As informações eram desencontradas e  a opção foi a travessia em balsa.

Foram quase 5 dias de balsa até Manaus e mais 3 dias na cidade aguardando a liberação da estrada até Boa Vista - RR, que se encontrava interditada por causa das chuvas.

A estrada não foi liberada e resolvi seguir viagem assim mesmo.

Com a ajuda dos soldados do exército, que fazem a manutenção da estrada, consegui vencer o trecho de interdição, mas não consegui passar pelo imenso atoleiro que havia dentro da reserva indígena dos Waimiri Atroari, que havia "engolido" 1 caminhão e um ônibus, interditando totalmente a passagem.


Uma madrugada inteira se passou antes que conseguissemos seguir viagem.

Em Boa Vista, foram 22 horas de sono para recuperar as forças e encarar a primeira etapa da maior dificuldade que tive na viagem, a burocracia.

O Detran impunha várias dificuldades para me fornecer o documento de quitação de dívidas no Brasil (nem sei se isso ainda é necessário hoje), pedaço de papel que o Consulado Venezuelano exigia para me conceder a autorização de entrada nesse importante país.

Resolvida a "burrocracia", entrei na Venezuela pela segunda vez na minha vida e ria sozinho com os centavos de dólar que gastava para encher o tanque da moto.

O roteiro inicial que imaginava, foi respeitado até Caracas, mas pelas informações que recebi no caminho, optei por entrar na Colômbia pela cordilheira na cidade de Cúcuta.

Debaixo de muita chuva, que desde Porto Velho no Brasil me acompanhava todos os dias, cheguei a Bucaramanga onde passei minha primeira noite no país.

Cartagena, foi minha próxima parada, pois seria de lá que eu tentaria pegar um barco para o Panamá.

Entre a Colômbia e o Panamá, existe um trecho que é disputado pelos dois paises e que oficialmente não é cuidado por nenhum deles, além de ser uma reserva florestal que dificilmente poderia ser atravessada por estradas.


Muitas tentativas no porto não deram em nada e como os dias iam se passando, as informações do perigo de embarcar em uma roubada, me fizeram optar pelo transporte aéreo.

Despachei a moto e lá fui eu para um vôo de pouco mais de uma hora.

A moto demorou 2 dias para chegar e me deixou bastante apreensivo em relação a condição em que chegaria.

O roubo dos adesivos e uma manopla quebrada foram os maiores danos do percurso e já no terceiro dia seguia rumo a Costa Rica, atravessando a ponte Panamericana que atravessa o famoso Canal do Panamá.

As fronteiras se seguiam, e horas eram perdidas na burocracia de cada uma delas, mas a grande dificuldade era fugir das "taxas" que eram literalmente inventadas pelas várias repartições que eu tinha que passar.

Um problema que todos os dias eu enfrentava, era conseguir um lugar para dormir onde pudesse entrar com a moto, pois não arriscava deixá la do lado de fora, nem sempre era fácil, mas disso eu não abria mão.


A campeã absoluta foi a Nicaragua, que me comeu mais de 4 horas e cerca de 81 dólares (lembrando que isso foi em 1994, portanto era uma fortuna na época).



Depois vieram Honduras, El Salvador, Guatemala e finalmente México.



Entrar no México para mim, seria entrar no primeiro mundo, pelo menos essa era a imagem que eu tinha do país, mas o espanto foi grande quando percebi que nem de longe aquilo poderia ser considerado como tal.
Com exceção das estradas que eram novas e em perfeito estado, todo o resto me lembrou o interior do nordeste Brasileiro.

As estradas novas e recém privatizadas tinham pedágios absurdamente caros, mas em todas elas havia uma opção para quem como eu não pudesse pagar. Estradas secundárias e de mão dupla foram a opção para atravessar o país até o norte.

Nesse ano, a província de Chipas ao sul do México, havia iniciado uma pequena guerra civil contra o governo central e tentava a separação do resto do país.  Todo o trecho estava muito controlado e por duas vezes tivemos que seguir em comboio, escoltados pelo exército.

A travessia do país foi tranquilo até o norte quando entrei no Deserto de Sonora com temperaturas de 48 graus.

A infeliz idéia de percorrer um trecho da estrada de camiseta, me fez ter bolhas de queimaduras nos braços poucos quilômetros depois.

Na cidade de Mexicali, passei minha última noite no México, atravessando a fronteira para os Estados Unidos pela manhã do 54º dia de viagem.

Segui rumo a San Francisco onde me hospedei na casa de amigos (família Pasquini) por uma semana e pude assistir 2 jogos do Brasil na copa
Brasil X Rússia
Brasil X Camarões




Parti rumo a costa leste, mas voltei de Salt Lake City, quando o Brasil foi para a final, mas infelizmente e por total e absoluta falta de verba, assisti e comemorei a vitória do lado de fora do estádio em Pasadena.

Por algumas semanas fui recebido por uma amiga carioca em Salt Lake, onde tirei minha carteira de motorista.  A carteira não era exigida normalmente, mas como eu tinha muita estrada pela frente dentro dos Estados Unidos, resolvi providenciar o documento.

Atravessei todo o centro do país até as Cataratas do Niágara, já na divisa com o Canadá.

Uma passada por Nova Iorque e comecei minha descida rumo a Flórida, não sem antes visitar a capital Washington.


A programação era chegar em St. Petesburg - Flórida, para visitar o amigo Ivan Alves de Almeida, que já estava por lá a alguns anos e me abrigou pelos 4 meses seguintes.

Uma problema na corrente da moto me fez pedir sua ajuda a pouco mais de 90 Kms antes da chegada em sua casa, estragando a surpresa.

Por quase 4 meses fiquei por lá, consertei minha moto, visitamos os parques da Disney e acabei por arrumar um emprego no mesmo restaurante que meu amigo Ivan trabalhava.

O trabalho era puxado, mas bastante divertido e fez com que recuperasse 8 dos 13 quilos perdidos até então.

Dentro dos planos iniciais, minha viagem estava no fim, já que da Flórida eu embarcaria a moto em um navio e retornaria de avião para casa, mas o preço desse despacho me fez alterar os planos e por fim resolvi que voltaria por terra novamente.

No começo de novembro iniciei meu retorno.

Novamente encarei a América Centra, mas dessa vez não era mais uma novidade e foi bem mais duro do que imaginei.



Minha última parada antes de casa foi novamente na casa do amigo Fábio Guedes em Uberlândia-MG.

REPORTAGEM - GLOBO MINAS

Foram 51 dias de volta e a chegada de surpresa no dia 31 de dezembro durante a festa de fim de ano, foi como eu imaginei....


Apesar da grande aventura, foi muito bom estar em casa de novo.

REPORTAGEM - GLOBO ESPORTE - CHEGADA


Eu conto melhor essa história em um pequeno relato que fiz em forma de livro, que longe de ser uma obra literária, serve bem para sanar a curiosidade do dia a dia dessa longa travessia.

clique aqui   -    LIVRO: UM SONHO EM DUAS RODAS





Depois disso muitas outras aventuras vieram,
 Chile de carro, clique - SANTOS-ATACAMA de carro
Acampamento base Everest,  clique - ACAMPAMENTO BASE EVEREST
 Monte Roraima,  clique - MONTE RORAIMA
América do sul de carro, clique - AMÉRICA DO SUL de carro
mas sem dúvidas, nenhuma delas foi tão marcante para mim.